Férias: nutricionista de Uberlândia alerta para os cuidados com a alimentação infantil
Especialista de Uberlândia deu dicas que como tornar o lanche mais nutritivo e saudável
Renata Dirrah
Do R7 Triângulo
Do R7 Triângulo

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Com o período de férias a alimentação das crianças torna-se um desafio ainda maior para os pais. Como os pequenos tem mais tempo para brincar, acabam gastando mais energia, sentindo mais fome e cabe aos responsáveis atenção para que a dieta seja saudável e nutritiva.
Para esclarecer mais sobre o assunto, o R7 Triângulo conversou com a nutricionista de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Ana Cláudia Montes Cardoso, que deu dicas de como motivar as crianças a consumirem lanches saborosos e que fazem bem à saúde.
Segundo a especialista, salgadinhos, biscoitos recheados, entre outros produtos industrializados, devem ser evitados dentro de casa.
"A dica principal é não levar o 'inimigo' para casa porque a partir do momento que você leva fica muito mais fácil da criança ter acesso à esse alimento. Deve-se levar comidas saudáveis e saborosas e motivar a criança a ir para a cozinha. É claro que você não vai fazer ela mexer com coisas perigosas mas, ela pode ajudar a preparar um sanduíche, bolo, suco, lavar uma fruta e assim ela vai se sentir motivada a comer bem", disse.
A nutricionista explicou também, que um erro comum entre os pais é a maneira de fazer com que os filhos comam.
"Deve-se ensinar e não impor. É importante explicar que se a criança comer bem isso vai fazer bem à ela, dar energia e sabedoria para que ela vá bem nas brincadeiras, seja o craque do futebol ou a mais bela das princesas. Isso é bacana porque você mexe com o ego dela e ela vai entender que o alimento não é um vilão e sim um aliado", salientou.
De acordo com Ana Cláudia, não é preciso ficar insistindo para que a criança coma, apens lembrá-la em alguns casos.
"Em casa não pode faltar uma fruteira bonita com o alimento pronto para ser ingerido. Então, você deve deixar o alimento de maneira fácil porque quando a criança estiver com fome ela vai comer. Assim, se você deixar algo saudável e de fácil acesso, ela vai passar correndo, ver aquela fruteira, pegar alguma fruta e sair correndo para brincar. Você não tem que brigar mas, lembrar a criança de comer porque quando ela está entretida com algo que usa muito o cérebro dela, ela vai esquecer da fome fisiológica, então voê tem que lembrá-la que está na hora de comer", explicou.
Também segundo a nutricionista, as guloseimas podem ser consumidas, mas com moderação para que a criança entenda que o excesso destes faz mal.
"Se você der uma boa educação quando a criança for fazer uma opção escolherá pelo mais saudável. Lógico que esses alimentos hipercalóricos são saborosos, por isso, você não pode proibir. Então você deve dizer que isso não pode ser um hábito", afirmou.
Ana Cláudia comentou ainda, que os famosos sorvete e pipoca podem entrar no cardápio mas, de uma maneira mais saudável.
"Uma opção interessante é fazer uma salada de frutas e colocar o sorvete. Já no caso pipoca, que todo mundo tem um preconceito, o problema está na preparação porque se você for fazer com gordura e bacon acaba perdendo o valor nutricional. A pipoca ideal é aquela que você prepara com um fio de óleo e uma pitada de sal, pois, assim, você vai sentir o sabor desse cereal tão importante", disse.
"Já a pipoca de microondas tem muitos conservantes, corantes e 'saborizantes'. Ela é riquíssima em sódio e gordura saturada e isso é um grande malefício para uma criança, então deve ser esse tipo de pipoca evitada", completou a especialista.
A especialista também alertou que a criança também deve ser motivada a beber água durante o dia.
"A água também é alimento então jamais podemos descuidar de água, porque a desidratação faz cair o rendimento da criança e causa dores de cabeça. Claro que vários alimentos contém água mas, a água pura é importantíssima no mínimo de três em três horas", ponderou.
Para finalizar, a nutricionista ressaltou que os pais também devem estar atentos à alimentação deles, já que são o espelho dos filhos.
"O exemplo é importante porque como que você come comidas que não fazem bem e fala para a criança fala para ela comer uma comida que faz bem? Ela tem você como exemplo na vida, então a gente tem que dar esse exemplo porque se não cria um conflito e o trabalho dos pais vai ser muito mais difícil", finalizou.
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