14 de out. de 2014

FALTA QUALIDADE NAS ESCOLHAS DA ALIMENTAÇÃO FORA DE CASA

 Brasileiro está comendo mais açúcar, gordura e sal

(*) Por: Antônio Coquito

O brasileiro come mal quando se refere à qualidade nutricional. As consequências da má alimentação são o crescimento de doenças como câncer, cardíacas, diabetes, hipertensão, obesidade, dentre outras. Cerca de 70% (setenta por cento) da população faz suas refeições em bares, restaurantes, lanchonetes e nos locais de trabalho e estudo. A realidade pode ser constatada na pesquisa sobre a Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).






COMO COMEMOS

 Café da manhã, lanches rápidos, almoço e jantares. A vida cotidiana força à “alimentação na rua”. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e Ministério da Saúde (M.S.), na Pesquisa Medidas Referidas para os Alimentos Consumidos no Brasil - Pesquisa de Orçamento Familiar (POF-2008-2009) mostram mudanças significativas no hábito alimentar. As opções arroz, feijão, café, sucos, refrigerantes e carnes bovinas continuam tendo seu lugar nas opções de alimentos.
A radiografia do hábito alimentar, constatada na POF, preocupa ao apontar o crescimento do consumo de açúcares, gorduras e sódio. Traduzindo, aumentou a ingestão de biscoitos recheados, salgadinhos, pizzas, doces e produtos com alto teor calórico e com insignificantes valores nutricionais. No contraponto, cerca de 90% (noventa por cento) dos brasileiros não consomem frutas, legumes e verduras como orienta o Ministério da Saúde (M.S). Somando-se a ingestão de cálcio, vitamina D e Vitamina E, que tem sido extremamente baixo.


 DADOS ALIMENTARES

 O IBGE junto com o MS sinalizam que os hábitos dos brasileiros que vivem nas cidades concentram-se em: salgados fritos ou assados (53,5%), pizza (42,1%) e sanduíches/hambúrgueres (41,8%). Ao lado destes dados, outros números preocupantes são os de bebidas em excesso. Os consumo de bebidas destiladas (50%) e de bebidas não alcoólicas (47,9%). Já para a população que vive no meio rural, os dados apontam: sorvete (56,3%), pizza (52,6%), salgados fritos e assados (48,4%), bebidas destiladas (26,4%), refrigerantes diet-light (31,5%) e para o regular (36,5%)
 Na zona rural, segundo informações do IBGE/MS, há grande consumo de arroz, feijão, batata-doce, mandioca, farinha de mandioca, manga, tangerina, peixes frescos, peixes salgados e carnes salgadas. Porém, nas cidades, os alimentos em alta são os prontos para o consumo e/ou processados como o pão de sal, biscoitos, iogurtes, vitaminas, sanduíches, salgados fritos e assados e pizza. Além destes, os refrigerantes, sucos e cerveja.
 As informações acima se somam aos dados recém divulgados pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2011 - que confirma a necessidade de mudanças nos hábitos alimentares. Os dados da pesquisa Vigitel chamam a atenção para 49% da população brasileira com excesso de peso, configurado no alto consumo de refrigerantes e alimentos gordurosos.


COMPORTAMENTO ALIMENTAR

 O Instituto Data Popular averiguou o perfil do brasileiro que se alimenta fora de casa. De 65,3% da população, a classe C representa o maior percentual (54,6% ). Seguindo, a classes DE (20,6%) e as classes AB (19,4%). Almoço, lanche, jantar e café da manhã. Nesta ordem estão as refeições feitas pelos brasileiros.
 No conjunto das refeições, o almoço tem a maior concentração de pessoas. O fato se deve à jornada de trabalho, que obriga com que a opção seja feita em ambiente externo à moradia. Do universo da pesquisa, as classes DE correspondem a 69,5%. A classe AB (69,2%) e a C (68,1%) realizam refeições fora do domicílio.

 Os lanches são a segunda refeição com maior percentual. A classe DE representa (61,3%). As classes AB (60,7%) e 57,2% a classe C. O jantar, que aparece como opção de lazer para os entrevistados, tem na classe AB o maior percentual (56,4%), seguido pela C (28,7%) e C (23,1%). Para o café da manhã, as classes DE têm o percentual de (16,8%). Na segunda posição, aparecem as classes AB com (16,1%) e a C com (10,9%).



CRIANÇAS E ADOLESCENTES

 As informações da pesquisa IBGE-MS fazem um alerta, ou seja, uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão acima do peso recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e MS. No caso dos adolescentes brasileiros, os índices identificam que, na faixa etária de 10 a 19 anos, houve um salto de 3,7% (1970) para 21,7% (2009) nos casos de sobrepeso e obesidade.
 Foi identificado que população infanto-juvenil consome pouco feijão, saladas e verduras. Os números afirmam que 50% dos adolescentes comem fora de casa, e consomem salgados (industrializados, fritos ou assados), pizza, refrigerante e batata frita. Dos números, “o consumo de biscoitos recheados foi 4 (quatro) vezes maior entre adolescentes. Já nos sanduíches, os adolescentes e jovens adultos consomem duas vezes mais que os adultos e idosos”, cita o documento.



A CONSCIÊNCIA DA OPÇÃO SAUDÁVEL

Os dados do IBGE/MS dão conta de um desafio nos hábitos alimentares saudáveis fora de casa.  A conscientização centrada na boa educação alimentar deve ser uma atitude permanente, contribuindo para a qualidade de vida de todos nós.
 Em relação às crianças e aos adolescentes, os profissionais de nutrição, ligado à alimentação escolar, têm papel fundamental ao desenvolver ações de conscientização pelos hábitos saudáveis junto aos estudantes, pais, trabalhadores da educação e população em geral.

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(*) Antônio  Coquito é Jornalista Profissional MG06239JP, Especialista em Marketing e Comunicação com Ênfase Temáticas Sociais, Cidadania e Direitos Humanos, Políticas Públicas, Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Socioambiental

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